Só existem duas formas de felicidade verdadeira

Só existem duas formas de felicidade verdadeira, o dever cumprido e o bem realizado. O mundo é um constante movimento, tudo muda, tudo se transforma, tudo flui. Nada tá parado, a não ser que esteja morto.

E todas atitudes que você tomou na sua vida, foram motivadas por alguma coisa. Ou foram motivadas pela busca da felicidade, do prazer ou da realização, ou foi pra fugir da dor, da tristeza ou da angustia.

O grande erro das pessoas é que elas acham que a felicidade é um estado de espirito. Acham que algum dia depois de fazer tal coisa, vão ser felizes. Não existe isso de estado de espirito, por que estado é algo estático. E a felicidade é algo que flui em nós por um certo tempo.

Nada existe em nós em vão, todo mecanismo existe em nós por um bom motivo, seja ele físico, mental ou espiritual. Por exemplo, o nosso desejo sexual nos faz ir atrás de mulheres, a carência afetiva nos faz ir atrás de amigos. Essa é a natureza, essa é a evolução da humanidade.

E quanto a felicidade, ela também é um processo, é um mecanismo de recompensa. Todos lá no fundo temos um desejo de sentir a felicidade.
Perceba que eu não posso usar o termo “ser feliz” e sim, “sentir a felicidade” porque eu ela é momentânea.

Esse desejo de sentir a felicidade é um combustível, pra que a gente faça o que tem que fazer. E quanto você faz o que tem que fazer é como se você recebesse uma incrível recompensa, e essa recompensa é o sentimento de felicidade. Algo que você vai sentir poucas vezes na sua vida, algo que não se compra com dinheiro. Algo que não se explica com palavras. Só quem já sentiu esse êxtase de felicidade sabe o que eu estou falando. Isso é algo incrível, indescritível, é como se fosse uma luz que se ascende dentro de você que toma conta e tu brilha, e isso toma conta das pessoas que tão ao seu redor também.

E quando isso está acontecendo, é algo tão foda que você não quer fazer nada, você simplesmente fica parado e sente, presta atenção e usufrui, desfruta daquilo que está acontecendo contigo naquele momento.

A verdadeira felicidade.

E você está se perguntando, “tá Copini, mas o que eu tenho que fazer pra obter essa coisa?”

É como eu disse, existem apenas duas fontes de felicidade.

A primeira delas é a sensação de dever cumprido. E isso é bem amplo por que cada um tem um dever diferente. E isso não está relacionado a coisas superficiais e sim a metas existenciais como por exemplo: formar uma família, ter um filho, superar uma grande dificuldade, ou conseguir algo que você queria muito.

E a segunda é o bem realizado. E isso significa você fazer alguma coisa pra alguém, ajudando alguém, sem querer nada em troca. E fazer isso com todo seu empenho, com todo seu coração, sem fazer isso contra a vontade.

Algumas pessoas chamam isso “caridade” mas eu não gosto dessa palavra por que isso remete a doar R$15,00 para o criança esperança e não é disso que eu estou falando. Isso remete a uma obrigação inconsciente de fazer um bem uma vez por ano, pra se livrar do mal que tem dentro de você, se livrar do peso na consciência.

E eu não to falando de culpa. Eu estou falando de você fazer um bem sem intensão, simplesmente por fazer.

Recentemente aqui na minha cidade teve um incêndio num asilo. E em poucos minutos lá tava cheio de gente pronta pra ajudar, ajudando os velhinhos e tentando salvar as coisas que sobraram. Eu senti de longe a união das pessoas.

No dia seguinte as pessoas se reuniram em um mutirão pra ver onde iam deixar os velhinhos, afinal aqui é uma cidade pequena e só tem um asilo, ou melhor tinha. As pessoas se reuniram na praça atrás de doações. Não só doação material,por que cada pessoa doou um pouco do seu tempo, da sua energia para estar lá ajudando de alguma forma.

O que nós ganhamos com isso?

Ganhamos muito. Ganhamos a sensação de estar ajudando alguém que realmente precisa. E esse é um belo exemplo da verdadeira felicidade.

E eu não estou dizendo que você precisa esperar acontecer uma tragédia pra ajudar alguém e querer bancar o herói. Nada disso. O simples “fazer o bem ao próximo” se torna parte do teu comportamento.

E você passa a ajudar as pessoas na medida da sua realidade, e não com dinheiro, mas com o seu tempo, sua atenção, suas palavras, seu esforço.

E antes de dizer que eu estou falando merda, tire as tuas próprias conclusões. Tira a prova real. Tome alguma atitude que remeta a ajudar alguém, sem esperar nada em troca, e depois sinta a verdadeira felicidade. Depois volte aqui e me conte.

“Ah mas eu não tenho oportunidade de ajudar as pessoas”

Isso que eu estou falando, está mas coisas mais sutis. A próxima vez que tiver um idoso na tua frente, daqueles bem velhinhos mesmo, olha no grão do olho do dele e conversa com ele, se refere a ele como se ele fosse teu amigo. Faça o mesmo com um mendigo. Eu vi um vídeo uma vez de um cara dando comida pra um mendigo, mas ele chego lá com nojo, fez aquilo só pra gravar o vídeo.

Mas você não, você vai chegar pro mendigo, vai dar a mão pra ele, vai olhar no olho dele e vai olhar pra ele como se ele fosse seu amigo. Você tem a humildade de olhar pra uma pessoa dessas de igual pra igual?

Aquele seu primo chato, aquela criança insuportável, você consegue olhar pra ele como seu amigo, ao invés de primo chato?

Aquelas pessoas, aquelas ongs que visitam pessoas com câncer, será que elas veem as pessoas como doentes prestes a morrer ou como amigos?

Essas pessoas não querem alguém que sinta pena, elas querem alguém que olhe elas de igual pra igual.

Aquele seu colega de faculdade que gosta de rola, você enxerga ele inferior a você? Por que? Se ele quisesse ser seu amigo, tu seria amigo dele?

É dessas coisas que eu to falando. Do gordo, do homossexual, do preto do branco, do deficiente, da criança, do idoso, do mendigo, você olhar pra eles de igual pra igual, de você conversar com eles, dar um pouco da sua atenção pra eles.

Sobre o autor

Copini

Sou o responsável pela Alphalife, nos últimos tempos me dediquei a ajudar os homens a conquistar as mulheres e melhorarem seus relacionamentos.

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